9 práticas para gastar menos com tecnologia
Nenhuma delas exige trocar de fornecedor. Todas exigem saber o que a empresa tem, quem usa e com que frequência.
Redução de custo em TI quase sempre chega como meta de percentual: corte 15%. E quase sempre é executada da forma mais destrutiva possível, cancelando o que é visível e barato em vez do que é invisível e caro.
Existe um caminho melhor, e ele começa por uma constatação incômoda: a maior parte do desperdício em tecnologia não está no que a empresa contratou errado. Está no que ela contratou certo e parou de usar.
As 9 práticas
Estão em ordem de retorno sobre esforço. As 3 primeiras costumam pagar o trabalho das outras 6.
O que não fazer
2 armadilhas comuns em programas de redução de custo de TI.
A primeira é cortar por percentual igual em todas as áreas. Parece justo e é ineficiente: pune quem já estava enxuto e premia quem tinha gordura. Corte sobre desperdício identificado, não sobre orçamento distribuído.
A segunda é confundir custo com investimento. Cancelar a ferramenta que sustenta um processo crítico para economizar 10 mil reais e gastar 50 mil em retrabalho é um resultado que aparece no ano seguinte, num centro de custo diferente, sem ninguém ligar as 2 coisas.
Como começar na segunda-feira
Não precisa de projeto nem de ferramenta nova para o primeiro passo. Precisa de uma planilha e 3 colunas: o que pagamos, quantos assentos, quantos usados nos últimos 30 dias.
A terceira coluna é a difícil, e a dificuldade em preenchê-la já é o diagnóstico. Se a empresa não consegue dizer quem usou o quê no último mês, ela não tem como saber se está gastando bem, e nenhuma negociação de contrato vai resolver isso.
Comece pelos 5 maiores contratos. Em quase todos os casos, eles concentram a maior parte do gasto, e é onde 1% de correção vale mais do que cancelar 10 ferramentas pequenas.
Como aplicar isso na sua empresa
Escrito pela equipe do HIRIS. No SiPark, cada ativo e cada licença têm responsável e ciclo de vida.
Referências
- [1]Sobre a média de 38% de desperdício no gasto com software corporativo e o impacto anual estimado em grandes empresas: Logically
- [2]Sobre a diferença entre atividade de login e uso real, e sobre entrar na renovação com desperdício embutido: Qhub
- [3]Sobre vincular verificação de licenças ao processo de desligamento e mudança de função: Syskit
- [4]Sobre detecção de licenças duplicadas, add-ons não usados e assinaturas redundantes: MAF InfoCom
- [5]Sobre o risco de rebaixar planos com base apenas em inatividade de aplicativos, desligando políticas de conformidade: Gitbit
- [6]Sobre a natureza recorrente do desperdício e a necessidade de revisão periódica: Peregrine Sight
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